segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ao mestre que não existe entre nós (intitulo o drama da puta abortiva sem comida e sem água no filtro)

Hoje em dia tudo o que é efêmero vale a pena de ser vivido, não mais nos realizamos com o labor de um bom trabalho, que seja efetivamente T R A B A L H O!!! Nem com o suor que pinga de nosso rosto, mesmo as lágrimas que descem furtivas nos cantos do olhos e ainda com o soluço intríseco de medo e solidão. Aos meu leitores, que embriagados de motivação em me achar um 'grande alguma coisa', venho agradecer a bondade de lerem essas mal traçadas linhas de agora, que em breve se desfarão no tempo, tal qual a dor dos poetas que jamais farão sucesso, por escreverem somente o que lhes toca e não o que são tocados por eles. Por muito tempo que vivamos, ou curto espaço, estamos em processo existencial de existir, mesmo que não sabendo existir, não há algo concreto que nos desiluda desta realidade. Não há meio que nos restaure forças de golpes reais, não há subtefúrgios que impeça o sofrimento de sofrer.
A quanto tempo espero, dentro da perspectiva linear sicrônica, um alento ou quem sabe dar alento!!! Um grito forçado vem em meus lábios e declinam em frente as teclas e visor deste objeto que é tão abjeto para mim: o computador, que evoca dor... Grito que engasgo na saudade de ter recebido tão grande enlevo, mas ter sido raptado de mim por mim. Locura de um ateu em não crer na Cruz!!! Loucura de um cristão não crer em nada!!!
Agora voa alto, mesmo na baixeza de uma quimera, salta aos olhos uma felicidade medrosa, fulgidia... Melancolia dos sábios que no final só servem para dizer: 'eu te disse'. Mero engano e engodo!!! O que é efêmero é o que vale, a mim detrator de existencias alheias, considerado facínora fofoqueiro e miserável, trago em mim marcas de trabalho... T R A B A L H O... De suor e lágrimas! De solidão e dor. Existência bendita por mim, pois sem mim não seria eu a dizer-me: sem mim não existirias! Ódio de ser assim... Vontade de ser outras coisas, porque não me levou quando havia tempo? Seria hoje um grande qualquer coisa que não isso que é trapo de saudade e solidão. Oco de quem espera encher-se, mas não quer nunca esvaziar-se do nada que prejulga seu tudo...
Saudade, tronco que fustiga e teme minha alma, não lo quero senti-la. Drama da amargura, efeito colateral do laivo de existência que não quer existir, e por isso existe! Amplidão do tempo em que era moço e não queria saber sobre existir, mas sabia que o fato era contudente às provas: Existo, seja lá em que metáfora... Na realidade? Ou fora dela!!! Sinto todas as dores unidas a minha negação de não querer sentir saudade... Acho que por isso T R A B A L H O, para esquecer que existo, que quero gritar, que quero não ser real...
Enfim, esta vai para um cara muito especial que em ensinou a querer ser sincero e verdadeiro com o Mundo, mas que foi chamado por poderes maiores do que ele mesmo para junto dos seus... É a morte... Não realidade real, impossibilidade das possibilidades impossíveis!!! Existência efêmera... Dor, grito, engasgo...                                 T R A B A L H O!!!
               Eis que a puta abortiva agora come e conseguiu tomar água da torneira!!!


everton moura 

Um comentário: