quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A EXISTÊNCIA DO EXISTIR...



Uma existência lúgubre assombra àqueles que procuram motivos para não existir, ou não querem de fato existir. Correm de tal modo em busca de algo que esquecem que dentro de si há mais significados do que fora. Procura-se na secura e na quintura o motivo da chuva e esquecem a proporção per si a qual a mesma tem. Reflexões oriundas de tristezas não vividas, mas rebentadas!
Alocuções de uma minguada existência que foge do que ela deveria ser: exercício de existir.
O que fazer quando a existência não mais existe e se apega em queixumes baratos, não vivos e arredios? O que fazer quando não há existir da existência ou na existência?
Penso na morte!
Solução dos mais ousados que acreditam não sentir mais a existência, o que de fato deve ter lá seu significado, sobretudo porque existir não tem muita ligação com existência. Afinal, mortos existem, não sei para eles, mas para os que ficam vivos... Pressupomos a morte como não existência, mas o existir dela é fato entre nós e entre os prestes a irem ao seu encontro, ou aos que ela encontra! O existir existe, mas a existencia evapora na imensidão do Mundo pelo qual não importa com a sua existência, senão seu existir, mediante a existência de todos nós, pois somos nós que permitimos a existência do seu existir. Enquanto a todos existir não tem nada a haver com a existência do Mundo, pois se esta acaba nós poderíamos morar na Lua... No Sol... Ah!!!! O Sol... Esse sim tem existência... E existir!!! Sem Ele, fica complicado existir na existência do existir do Mundo, trocadilho redundante, mas propício. Quando não há Sol, pode-se haver morte. Já pensou que existe Sol durante 24hs no Hemisferio Norte, mas que não há 24 hs de Lua em canto nenhum??? Pois é, drama de uma existência lúgubre!!! Talvez por isso os enamorados elencam a Lua como amante. Tristeza evocada no existir do satélite e na existência do mesmo perante o Sol... E ao Mundo...
Pobre existência... Dependente... Caída... Chorosa! Existir inato... Poderoso... Eterno...


everton moura

terça-feira, 23 de outubro de 2012



AULA V – HERÁCLITO DE ÉFESO.


Estudar Heráclito de Éfeso é um meio de entendermos o início da Metafísica, pois a contribuição conceitual que ele cunha, mediante as perspectivas já existentes dos pensares da época, é de suma importância até os dias de hoje, suas reflexões estão no âmbito do que está no meio de nós, mas que por questão de sistematização o próprio filósofo se vê impregnado de questionamentos sobre o que existe. Seus patriotas (Éfeso estava situada na Jônia) lhe entregou de herança pensamentos sobre a origem das coisas bem como o seu fim, mas nada em relação entre a origem e o fim disto que foi originado. Isto é, algo que foi criado com o tempo deixa de existir, a isso se preocupa Heráclito. Deixa de existir por quê? Por acaso o que existe precisa ter fim? O que põem fim na existência? Se algo existe e se corrompe, para ele a existência disto é mais real do que o que existe, então o que existe não é a coisa em si (o que existe), mas o que põe fim na coisa em si é mais real do que existe. Elucidando: há o fruto na árvore, este fruto se colhido será comido, transformado em nosso organismo. Se caso permanece na árvore, amadurece e cai, depois apodrece e aos poucos vai se tornando elemento orgânico na terra.
Esse exemplo é observado em Heráclito em repetidos banhos tomados na costa norte de Éfeso, na Jônia, lá ele se depara que toda vez que ao tomar banho as águas já não são as mesmas, essas fluem, modificam-se, passam e não volta mais. Este princípio é aplicado por ele às coisas. Elas passam e com isso se modificam. Ao olhar os seres humanos ele observa que há as modificações, e por fim morrem as coisas todas que existem passam, se acabam. Assim, se tudo termina e tem fim, elas estão no processo do devir. Do que vem a ser, ou seja, tudo o que existe só existe no vir a ser. Tudo o que é e era advém do devir, só o devir existe o resto é processo deste mesmo devir que põe fim em tudo. O que é real é o devir, as coisas são produtos e desemboca nele.
O devir é a arché, a realidade (o que existe) é o que vem a ser, e só isso existe. Essa afirmação afeta diretamente o conhecer, se as coisas não existem porque sempre estão mudando, estando no processo de devir, como conhecê-la, nada é passível de conhecimento, só o devir. Toda realidade é percebida pelo intelecto, mas não existe se não está no processo do vir a ser. Não é conhecido, pois a cada momento que vamos ao objeto ele é outro, um novo objeto. Um conhecer novo sempre, então não o conhecer!!! Portanto tudo muda muito, nunca é um ser, são vários seres! Então o ser não existe[1]!

everton moura.


[1] Vale ressaltar que os estudos contextuais dos filósofos sempre estão voltados a unicidade na multiplicidade. Coube aos primeiros filósofos tentar buscar na multiplicidade da realidade uma única realidade que origina essa multiplicidade. A arché é isso: a origem da multiplicidade. A existência da arché é fato que origina todo o Mundo, em cada filósofo uma explicação de arché diversa, portanto quando as heranças dos pensamentos jônicos chegam a Heráclito e sua interpretação de existência do que é real muda, pois as existências não existem, muda sempre! Mas o pensamento da unicidade não muda, a arché para ele é o Logos-fogo, que a tudo muda, este é o nome do devir, que ao mudar tudo muda de formas variadas. Portanto é ‘não-ser’ que é.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um pouco de Cristandade...

Me pediram tanto que está aí um breve resumo do que é a existencia de Deus para um filósofo-teólogo, a via mais concreta de estudo hoje e aceita até por algumas alas cientificas não-cristãs é a de número cinco, mas deixando bem claro que os cientistas não atribuem este título ao Deus qualquer que seja Ele, mas admite algo que ordena as forças supranaturais da sensibilidade cosmogônica e cosmológica do Mundo .



Eis os argumentos vindo de Tomás de Aquino, frei da Ordem dos Pregadores, conhecidos como Dominicanos: 

Trata-se de um conjunto de argumentos “a posteriori” pelos quais nos levam a concluir, por seu realismo tão presente a abstração "a priori".

1ª Prova – A do Motor Imóvel: diz que “se aquilo pelo qual é movido por sua vez se move, é preciso que também ele seja movido por outra coisa e esta por outra. Mas não é possível continuar ao infinito; do contrário, não haveria primeiro motor e nem mesmo os outros motores moveriam como, por exemplo, o bastão não move se não é movido pela mão. Portanto, é preciso chegar a um primeiro motor que não seja movido por nenhum outro, e por este todos entendem Deus”.

2ª Prova – A da Causa Primeira: Neste argumento, Tomás nos mostra que tudo no mundo possui uma causa eficiente, uma razão de ser como de fato é. Nada é causa de si mesma, pois a causa sempre vem antes do efeito, sendo assim, algo que fosse sua própria causa deveria existir antes dela mesma, o que é um absurdo. Ele nos diz também que não podemos estender a cadeia de causas e efeitos até o infinito, tendo que chegar a uma causa primeira, que não teve causa e é a causa de todas as outras coisas. Essa causa é Deus.

3ª Prova – Do Ser Necessário: Este argumento nos fala que os entes (coisas) são contingentes, ou seja, que podem existir ou deixar de existir. Tudo que existe no mundo houve um tempo em que não existiu e haverá um tempo em que não existirá mais. Sendo assim, houve um tempo em que nada existiu. Mas se isso fosse verdade, ainda hoje nada existiria, pois “ex nihil nihilo fit” (do nada, nada provém). É preciso admitir que existe um ser que é necessário, isto é, que sempre existiu, e que através dele todos os outros seres vieram a existir. Este ser não pode não ter existido em determinado tempo e nunca deixará de existir. Este ser é Deus.

4ª Prova – A dos Graus do Ser: Este argumento nos diz que em todas as coisas do mundo existe um grau de perfeição, de bondade, de ser... As coisas do mundo são mais perfeitas, boas, belas que outras. Sendo assim, deve haver algum ser que contém esses atributos ao infinito e seria a causa desta mesma perfeição, bondade, beleza... nos outros seres. Este ser é Deus.

5ª Prova – A da Inteligência Ordenadora: “O quinto caminho deriva do governo do mundo. Nós podemos ver que as coisas que carecem de conhecimento, como os corpos naturais, agem em função de um fim. Isso é evidente pelo fato de que sempre ou quase sempre agem do mesmo modo, de forma a obter os melhores resultados. Portanto, está claro que não alcançam o seu fim por acaso, mas por intenção. Ora, tudo aquilo que não tem conhecimento não pode se mover em direção a um fim, a menos que seja dirigido por algum ente dotado de inteligência e conhecimento, como a flecha é dirigida pelo arqueiro. Por isso existe algum ser inteligente que dirige todas as coisas para o seu fim. E este ser nós chamamos Deus”.


everton moura.

Ao mestre que não existe entre nós (intitulo o drama da puta abortiva sem comida e sem água no filtro)

Hoje em dia tudo o que é efêmero vale a pena de ser vivido, não mais nos realizamos com o labor de um bom trabalho, que seja efetivamente T R A B A L H O!!! Nem com o suor que pinga de nosso rosto, mesmo as lágrimas que descem furtivas nos cantos do olhos e ainda com o soluço intríseco de medo e solidão. Aos meu leitores, que embriagados de motivação em me achar um 'grande alguma coisa', venho agradecer a bondade de lerem essas mal traçadas linhas de agora, que em breve se desfarão no tempo, tal qual a dor dos poetas que jamais farão sucesso, por escreverem somente o que lhes toca e não o que são tocados por eles. Por muito tempo que vivamos, ou curto espaço, estamos em processo existencial de existir, mesmo que não sabendo existir, não há algo concreto que nos desiluda desta realidade. Não há meio que nos restaure forças de golpes reais, não há subtefúrgios que impeça o sofrimento de sofrer.
A quanto tempo espero, dentro da perspectiva linear sicrônica, um alento ou quem sabe dar alento!!! Um grito forçado vem em meus lábios e declinam em frente as teclas e visor deste objeto que é tão abjeto para mim: o computador, que evoca dor... Grito que engasgo na saudade de ter recebido tão grande enlevo, mas ter sido raptado de mim por mim. Locura de um ateu em não crer na Cruz!!! Loucura de um cristão não crer em nada!!!
Agora voa alto, mesmo na baixeza de uma quimera, salta aos olhos uma felicidade medrosa, fulgidia... Melancolia dos sábios que no final só servem para dizer: 'eu te disse'. Mero engano e engodo!!! O que é efêmero é o que vale, a mim detrator de existencias alheias, considerado facínora fofoqueiro e miserável, trago em mim marcas de trabalho... T R A B A L H O... De suor e lágrimas! De solidão e dor. Existência bendita por mim, pois sem mim não seria eu a dizer-me: sem mim não existirias! Ódio de ser assim... Vontade de ser outras coisas, porque não me levou quando havia tempo? Seria hoje um grande qualquer coisa que não isso que é trapo de saudade e solidão. Oco de quem espera encher-se, mas não quer nunca esvaziar-se do nada que prejulga seu tudo...
Saudade, tronco que fustiga e teme minha alma, não lo quero senti-la. Drama da amargura, efeito colateral do laivo de existência que não quer existir, e por isso existe! Amplidão do tempo em que era moço e não queria saber sobre existir, mas sabia que o fato era contudente às provas: Existo, seja lá em que metáfora... Na realidade? Ou fora dela!!! Sinto todas as dores unidas a minha negação de não querer sentir saudade... Acho que por isso T R A B A L H O, para esquecer que existo, que quero gritar, que quero não ser real...
Enfim, esta vai para um cara muito especial que em ensinou a querer ser sincero e verdadeiro com o Mundo, mas que foi chamado por poderes maiores do que ele mesmo para junto dos seus... É a morte... Não realidade real, impossibilidade das possibilidades impossíveis!!! Existência efêmera... Dor, grito, engasgo...                                 T R A B A L H O!!!
               Eis que a puta abortiva agora come e conseguiu tomar água da torneira!!!


everton moura