segunda-feira, 14 de março de 2011

"Aqui poderia começar a filosofia moderna?"

A passagem da consciência mítica e religiosa para a consciência racional e filosófica não foi feita de um salto. Esses dois tipos de consciência coexistiram na sociedade grega.

De acordo com os conhecimentos históricos, a fase inaugural da filosofia grega, onde Parmênides está inserido, é conhecida como período pré-socrático. Esse período abrange o conjunto das reflexões filosóficas desenvolvidas desde Tales de Mileto (623-546 a.C.) até Sócrates (468-399 a.C.).

Os antigos filósofos se preocupavam em buscar os caminhos da verdade filosófica e suas correlações com a palavra, ou seja, procuravam o significado do não-oculto, não-escondido, não-dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, que é o encoberto, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão. Apesar da filosofia ter-se erigido pelos caminhos da alétheia, esta permanece, ainda, misteriosa desde a época do filósofo em pauta neste trabalho acadêmico – Parmênides - até os nossos dias.

Parmênides de Eléia (530 - 460 a.C.) viveu do final do séc. VI ao começo do séc. V a.C. Legislador, deixou suas idéias filosóficas em poema, Sobre a Natureza, que seria o discurso de uma deusa. Sua poesia é dividida em três partes: proêmio, em que ele descreve a experiência de ascese e de revelação; primeira parte, a via da verdade; e segunda, a via da opinião. É a doutrina mais profunda de todo o pensamento socrático, mas também a mais difícil interpretação.


Everton de Moura...

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